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Notícias

 
 
Fórum do Rio cobra 10% do PIB para Educação Pública
 
O Fórum em Defesa da Escola Pública do Rio de Janeiro (Fedep) fez, no último dia 20, na Cinelândia, o lançamento da “Campanha 10% do PIB para a Educação Pública Já!”, em grande estilo. Além de barracas espalhadas pela praça com as atividades ligadas ao setor educacional, houve um grande ato-show de encerramento do evento.

O evento faz parte de um circuito intenso de mobilização nacional para amplificação do movimento em prol da aplicação imediata de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação pública, com a formação de comitês locais em vários estados brasileiros. Para novembro, está prevista a realização de um plebiscito para que a população se manifeste acerca da questão.

Filho caçula do sambista Monarco da Portela, Marquinhos Diniz foi o mestre de cerimônias desta segunda parte da festa e fez questão de dizer que aquele não era um show comum, mas também um ato de protesto contra a falta de recursos para a educação e saúde públicas. “Estamos aqui para pedir os 10% do PIB para a Educação. Eu e meus camaradas estamos preocupados com a situação de nossas crianças, estamos nessa luta junto da Conlutas (CSP-Conlutas). Dez por cento é pouco, deveriam ser 20%”, disse bem-humorado o poeta.

Antes da apresentação do mestre Monarco da Portela, os representantes da Esquerda da UNE, Lucas Mello, e da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), Igor Brandão, deram declarações de apoio à campanha.

“Essas atividades que estão acontecendo aqui são só o começo dessa campanha. É muito importante estarmos aqui na praça, ocupando a Cinelândia, porque não estão presentes aqui apenas estudantes, movimentos sociais, sindicatos e profissionais da educação. Essa é uma luta de toda a população brasileira”, disse Lucas.

Para Igor, a campanha vai crescer com a organização de vários comitês, nas várias cidades e capitais, que contarão com a ajuda do movimento estudantil. “O que queremos são os 10% da Educação agora, e não apenas os 7% do PNE (Plano Nacional de Educação) como quer o governo Dilma. Defendemos a educação pública e gratuita, com qualidade, para todos os estudantes chegarem às universidades públicas desse país”.

Bia Carvalho, da direção nacional do MST, também saudou o ato destacando a importância da reivindicação feita pela Frente. “O MST se junta à essa campanha porque nós também temos a educação precarizada no campo. Em muitas áreas rurais, não há sequer uma escola de ensino médio pública”, observou.

Bia denunciou o fechamento de 24 mil escolas em todo o país. Segundo a militante, somente no estado do Rio de Janeiro, 126 escolas foram fechadas. “Em ato dos Sem-terrinha que fizemos na semana passada (por ocasião do Dia das Crianças) na secretaria de Educação de Campos dos Goytacazes, dissemos que somos contra o fechamento de escolhas seja no campo ou nas cidades. Temos que construir escolas e não fechá-las”.

ANDES-SN critica governo

O 1º vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN, Frederico Falcão, criticou a postura do governo Dilma diante do debate do Plano Nacional de Educação 2011-2020, encaminhado ao Congresso Nacional.“O governo pretende empurrar com a barriga, jogar para daqui a dez anos, talvez quem sabe, um dinheirinho a mais para a Educação e nem sequer fala que os recursos do Plano Nacional de Educação têm que ser destinados à educação pública. Mas fala em educação no geral, e sabemos que isso joga água no moinho dos tubarões do ensino privado”, questionou.

O dirigente do ANDES-SN completou que o movimento reunido em torno da campanha não deixará passar o projeto do governo no Congresso Nacional. “São 10% (e não 7%) para a educação pública já! para os filhos dos trabalhadores, desde o ensino fundamental até a universidade e a pós-graduação”.

O vereador Eliomar Coelho (Psol) deixou sua mensagem afirmando que esta é uma campanha que tem que ser ampliada e reproduzida em todos os estados. “É uma campanha justíssima e tem que ganhar o corpo e as ruas de todo o país. Temos que ter dez por cento também em investimento para contemplar a educação dos filhos das famílias brasileiras”.

O ato-show foi encerrado com a participação do cantor e compositor Almir Guineto.

Diálogo com a população


Ao longo de todo o ato, a professora Cristina Miranda, do Colégio de Aplicação da UFRJ, ex-diretora da Adufrj-SSind, informava no microfone o sentido da manifestação para a população que circulava pelo local.

“Lembrando para quem está passando agora ou saindo do trabalho, nós estamos aqui ocupando a Cinelândia que é um lugar de resistência e de luta para divulgar a campanha nacional pela aplicação de 10% do PIB para a Educação Pública no país Já, agora, nesse momento. Porque acreditamos que o dinheiro existe e é importante que ele seja aplicado na Educação Pública que é um direito de todo o cidadão e um dever do Estado”, explicava Cristina.

Plebiscito

O diretor nacional da CSP-Conlutas e dirigente do Sindicato da Construção Civil de Belém do Pará, Atnágoras Lopes, disse que seu sindicato prepara a incorporação nas atividades sindicais da participação efetiva na campanha pelos 10% do PIB para a Educação Pública. Atnágoras disse que a entidade irá cumprir o calendário de lutas que prevê a realização em novembro de um plebiscito no qual a população se manifeste em defesa dos recursos para as instituições públicas de ensino. “Vamos fazer com que os trabalhadores votem em defesa dos 10% do PIB para a educação pública já!”

Edição: ANDES-SN
Fotos: Adufrj-SSind/Clarice Castro

Fonte: Adufrj - Seção Sindical

 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 
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